Bem vindos, esta nova ferramenta disponibilizará aos visitantes notícias em tempo real da Segurança Pública do nosso estado, em especial da PM RN.

domingo, 13 de junho de 2010

Cipam apreende 72 galos de briga

A Companhia de Polícia de Proteção Ambiental (Cipam), ainda não sabe qual será o destino dos 72 galos apreendidos na madrugada de ontem, em uma rinha localizada no loteamento Espírito Santo, zona rural de Ceará-Mirim, Grande Natal. Mais de 30 pessoas estavam acompanhando as brigas de galos no local, segundo a Polícia ambiental. No entanto, apenas três foram encaminhadas para a Delegacia de Plantão da Zona Norte, onde assinaram um termo circunstanciado de ocorrência (TCO) pelo crime ambiental.

A rinha estava funcionando há certa de dois meses na residência de Raimundo Barbosa Oliveira, 34 anos, um dos que assinou o TCO. Ele, contudo, afirmou que não apostava nos galos. Lucrava apenas com a venda de bebidas e tira-gostos. “A questão é que na casa, encontramos um local onde ele criava 30 galos de briga”, afirmou o tenente Carlos Bezerra, que comandou a operação.

Além da rinha, a Cipam apreendeu na operação bicos e esporas de ferro, colocadas nos galos para causar maior ferimento no “adversário” durante a briga, anabolizantes, analgésicos e mais de R$ 6 mil em dinheiro.

“O valor é provavelmente resultado das apostas. Os medicamentos são dados aos galos para que eles suportem mais as brigas. Neles, também são aplicados os anabolizantes, para que fiquem maiores e mais fortes”, afirmou o tenente Bezerra.

Sobre como se chegou a operação, o tenente Bezerra afirmou que o trabalho foi resultado de uma investigação antiga. “Já tínhamos a informação de que essa rinha estava funcionando, mas só queríamos realizar a operação quando realmente valesse a pena. Chegar ao local para apreender apenas um galo, não adiantaria muito”, contou. Na noite de sexta-feira, a Cipam recebeu uma denúncia sobre o local, mandou um policial a paisana observar e, com a informação, a operação pôde ser realizada.

“Cercamos as saídas do local, que é de difícil acesso, e entramos com rapidez na casa para fazer o flagrante. Alguns pessoas ainda conseguiram escapar, mas mesmo assim 30 ficaram para averiguação”, afirmou o tenente. Além de Raimundo Barbosa, ficaram detidos também Gilmar Araújo Rocha, 26, e João Adriano Inácio Pereira, 32. “Depois que as pessoas foram ouvidas, constatamos que esses três eram os responsáveis pelo negócio”.

A briga de galo é uma prática considerada crime ambiental e se enquadra no artigo 32 da Legislação Ambiental. O artigo condena “o ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos” e prevê pena de detenção de três meses a um ano, além de multa. “No entanto, como a pena de prisão é menor que dois anos, eles são encaminhados para a delegacia e assinam um TCO. Posteriormente, são chamados por um juiz para prestar esclarecimento e, então, será decido se haverá punição ou não”, explicou o tenente.

Os galos ainda não têm destino certo. Eles ficarão até segunda-feira amarrados (para não se ferirem) e em gaiolas montadas na sede da Cipam, no Parque das Dunas. Depois, serão encaminhados para o Ibama, que definirá o que será feito com eles. “Realmente, eu não sei para onde vão. Não podem ser soltos na natureza, assim como também não serve para o alimento, pois consumiram muito anabolizante. Talvez sejam sacrificados, não sei”, afirmou o tenente.


Fonte: Tribuna do Norte

Um comentário:

  1. antes de afirmar alguma coisa o tenente deveria procurar saber mas sobre ela...

    ResponderExcluir