A Operação Xarope resultou na prisão de 11 pessoas e na apreensão de nove toneladas de lambedor, além do fechamento de oito farmácias em Natal. O balanço da ação, coordenada pelo Ministério Público do Rio Grande do Norte, foi divulgado na manhã desta sexta-feira (16).
O promotor de Justiça de Defesa do Consumidor, José Augusto Peres, explicou que foram três dias de operação nas ruas tanto de Natal quanto em Parnamirim e Nísia Floresta. “O objetivo foi dar um choque de ordem no mercado farmacêutico. Estamos falando da saúde, então não podemos aceitar essas irregularidades”, afirmou.
Além das oito farmácias que foram interditadas em Natal, a Operação Xarope também fechou seis distribuidoras de medicamentos, também na capital, e três indústrias de lambedores, uma delas em Nísia Floresta.
“Nós não temos nada contra o lambedor caseiro e feito no âmbito familiar. O que somos contra é a indústria que propaga a medicina terapêutica, sem nenhum tipo de autorização ou vigilância sanitária. Para se ter uma ideia, nós encontramos um caso em que o lambedor pretendia curar o HIV”, conta.
De acordo com José Augusto Peres, a Operação Xarope teve início no dia 13 de julho e teve como foco principal Natal. Várias farmácias foram alvos de fiscalização, resultando também na apreensão de um caminhão de soro fisiológico. “Nós encontramos várias irregularidades, como medicamentos falsificados, sem registros da Anvisa e de procedência ignorada”, revela.
O promotor destaca também que os principais medicamentos falsificados encontrados foram descongestionantes nasal e medicamentos para disfunção erétil. “Nós também fechamos um ambulatório, por ausência de responsável técnico, e um armário de medicamentos controlados”.
A Operação Xarope reuniu além do Ministério Público, representantes da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Subcoordenadoria de Vigilância Sanitária, Consultoria Técnica em Vigilância Sanitária, Conselho Regional de Medicina, Secretaria de Tributação e as Polícias Civil, Militar e Federal.
Fonte: Nominuto.com
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