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quarta-feira, 17 de agosto de 2011

OAB pede delegado especial para investigar duplo homicídio em Umarizal

A Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em Mossoró vai solicitar à Secretaria de Estado da Segurança Pública e da Defesa Social (SESED) a designação de um delegado especial para investigar a morte dos irmãos Maxwel Alisson Torquato Cosmo, 28, e Antônio Márcio Torquato Cosmo, 27, durante uma operação policial em Umarizal, ocorrida no dia 20 do mês passado. A família acredita que esteja havendo corporativismo na investigação.

Foi justamente por isso que os familiares dos irmãos resolveram pedir apoio à Comissão de Direitos Humanos da OAB de Mossoró. No encontro de ontem, ficou definido que a Delegacia-Geral de Polícia Civil (DEGEPOL) será oficiada, pedindo a designação de um delegado especial para investigar o caso. A morte dos irmãos está sendo investigada pelo delegado Getúlio Medeiros, que responde pela Polícia Civil em Umarizal. Para o advogado da família, Nelito Ferreira Neto, a participação de policiais militares da região, na ocorrência, pode prejudicar o andamento das investigações sobre o caso.

"Está havendo um certo corporativismo na Polícia, o que está dificultando a investigação. É por isso que viemos aqui na OAB pedir esse apoio. Queremos que haja maior rigor nas investigações", destacou o advogado da família, lembrando que a proximidade do delegado, que responde pela Polícia Civil na cidade de Patu, na qual estão lotados os policiais militares que participaram da ocorrência que resultou na morte dos dois irmãos, pode estar interferindo. No caso de um delegado especial designado para o caso, o advogado e a família dizem acreditar que haverá maior isenção na investigação.

O presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB em Mossoró, Sérgio Fernandes Coelho, adiantou que pretende acompanhar a investigação e que vai adotar outras medidas, além de pedir à Secretaria de Segurança um delegado especial para investigar o caso. Ele adiantou que vai encaminhar ofício ao Ministério Público Estadual, pedindo uma investigação paralela à que já está sendo feita pela Polícia Civil, no âmbito criminal, e a que está sendo feita pela Polícia Militar, administrativamente. "Com essa provocação, vamos acompanhar todo o processo, até o fim", adiantou Fernandes.

Participaram da reunião na OAB a viúva de Maxwel, a comerciante Iara Brígida Soares, o advogado da família, Nelito Ferreira Neto, e quatro membros da Comissão de Direitos Humanos da OAB de Mossoró. Sérgio Fernandes garantiu que as primeiras providências quanto ao assunto serão tomadas ainda nesta semana. Ele diz esperar que, com a participação da OAB, juntamente com o apoio da imprensa, que esteve presente no encontro, haja maior empenho nas investigações. "Nós nos faremos presentes nesse processo até o final para que esse caso não termine impune", adiantou.


Fonte: Tribuna do Norte

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