A retirada dos policiais militares de delegacias na região Oeste do estado provocou reação imediata entre os policiais civis. A Associação dos Delegados de Polícia (Adepol) terá reunião com os responsáveis pelas delegacias na região na quarta-feira (17) para definir como será o funcionamento das unidades policiais após a saída dos militares. A categoria garante que, agora, a única solução para ocupar as vagas é a convocação e nomeação dos aprovados no curso de formação da Polícia Civil.
Com um déficit de pessoal, estimado pela categoria, de aproximadamente 5 mil delegados, agentes e escrivães, vários municípios do Rio Grande do Norte dependiam do trabalho de policiais militares nos procedimentos gerais e de investigação nas delegacias. A saída dos militares, na opinião da Adepol, deveria ter sido realizada no mesmo momento em que fossem nomeados os novos agentes.
"O ideal é que a nomeação fosse feita no mesmo momento em que foi determinada a retirada. Os delegados já estão sobrecarregados e, com essa atitude, a situação vai piorar ainda mais", disse a presidente da Adepol, Ana Cláudia Saraiva Gomes.
De acordo com a delegada, a atitude do Governo pode trazer sérias consequências no trabalho das delegacias no período em que as vagas não forem preenchidas. "O delegado geral disse que haveria a reposição, mas sabemos que não é tão simples assim", lamentou.
Fonte: Tribuna Norte
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