Após 56 dias de paralisação, os policiais civis retornaram às atividades durante o dia de ontem mas nem todas as delegacias estavam funcionando na manhã de ontem. Na 3ª DP, no Alecrim, os agentes compareceram para o trabalho, mas o delegado não havia aparecido até o final da manhã com as chaves. Os serviços prestados à população estavam paralisados.
O jovem Pedro Leão Barros procurou o serviço no Alecrim com intenção de prestar uma queixa, mas teve que remarcar o compromisso. "Vim lá do Comando Geral, porque disseram que a polícia civil tinha acabado a greve. Chego aqui e as portas estão fechadas". Barros reclamava de um depósito registrado em um valor menor que o efetuado. "Vou voltar à tarde ou amanhã, mas tenho que prestar queixa, senão vou ficar responsável por pagar a diferença", disse.
A presidente do Sindicato dos Policiais Civis, Sinpol, Vilma Marinho, acredita em "prejuízos irrecuperáveis no andamentos de determinados inquéritos". Para Marinho, o período agora é de juntar os "cacos" deixados pela paralisação. "Foi opção do Governo não negociar. Tanto que a audiência de conciliação foi pedido nosso e até o último momento ainda havia resistência", disse.
Uma nova reivindicação do Sinpol é a abertura das Delegacias Distritais durante 24 horas. Hoje, essas unidades funcionam apenas das 8h às 18h. Vilma Marinho ponderou, no entanto, que o funcionamento 24 horas já era deficitário, justamente pelo descaso com os servidores. "Às vezes, o policial ficava sozinho na DP e se sentia inseguro. Ele decidia fechar as portas por segurança e na prática isso não funcionava", completou Marinho.
O delegado-geral da Polícia Civil, Fábio Rogério da Silva, viu com alegria e entusiasmo o final da paralisação dos servidores. Em contato com a reportagem durante a noite de ontem, Rogério disse que prejuízos aconteceram aos inquéritos, mas haverá um esforço para recuperar o trabalho perdido. "Vamos intensificar os trabalhos de investigação para colocar os inquéritos em dia", contou o delegado-geral, que assumiu o comando da Polícia Civil durante a paralisação da categoria.
Fonte: Tribuna do Norte
sexta-feira, 15 de julho de 2011
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