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quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Jovem é morto e PM baleado em Brasília Teimosa - Versão da ocorrência relatada pelo irmão do Sgt Magdiel

Quem conta como se deu a ocorrência é o irmão do sargento, que também é soldado da PM, lotado no 1º BPM nas Rocas. “Diórgio havia chegado em casa antes das 20h, se queixando de que havia sido assaltado e o seu celular, tomado. Magdiel então reclamou, pois naquela área o jovem era conhecido dos vizinhos como pessoa de bem e que isso não deveria ter acontecido com ele”, conta o homem que preferiu não se identificar.

A partir daí, ainda segundo o irmão, o sargento convidou o jovem a ir com ele até um ponto de Brasília Teimosa para tentar reaver o produto do roubo, saindo os dois em uma moto de propriedade do policial.

No cruzamento da travessa Boa Vista com a Rua Jordanês, ambos foram recebidos inesperadamente a bala por bandidos. “Magdiel foi atingido no abdômen e começou a fugir com Diórgio. Só que o jovem foi atingido e não conseguia mais andar, então meu irmão foi obrigado a deixá-lo senão morreria também”, lamenta o soldado.

Diórgio ainda se arrastou por mais cinquenta metros até ser alcançado por cinco homens, de acordo com informações do irmão do sargento, que dispararam cerca de vinte vezes já com o corpo da vítima no chão. Sem chances, ele morreu na hora na frente da casa de número 55.

O sargento Magdiel conseguiu ir até a sua residência, onde pediu ajuda e foi encaminhado ao Hospital Walfredo Gurgel. “O tiro perfurou o intestino e ele teve hemorragia interna. A situação agora está controlada e ele não corre risco de morte”, informou o irmão.

Região é comandada por traficantes, segundo soldado

Para o irmão, o sargento baleado foi ingênuo ao ir até uma área daquela, pois a região é comandada por traficantes que impõem regras. “Lá, qualquer carro ou moto tem que desligar os faróis para passar e tem que se identificar, senão são recebidos com tiros”, esclarece. Segundo ele, bandidos estão em várias esquinas vigiando quem passa, de modo que a área do tráfico não seja invadida por inimigos. “Eles têm um vigilante em cima da casa na travessa Bom Jesus. São armados com escopetas e fuzis”, informa o soldado da PM, dizendo que essa realidade perdura por três anos.

O irmão do policial baleado rebate as críticas feitas na iniciativa do irmão de recuperar por conta própria o produto do roubo. “Ele iria até a área e chamaria uma viatura para auxiliá-lo na ação, uma vez que ele não estava de serviço. O problema foi ser surpreendido”. Os cinco homens portando pistolas calibre 380 investiram contra os dois homens que passavam pela rua de moto e mataram o jovem.


Fonte: Tribuna do Norte

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