A onda de arrombamentos de casas está assombrando uma área do conjunto dos Bancários, principalmente na rua Tamboara, onde pelos menos seis residências foram arrombadas nos últimos três meses. Uma das moradias pertence ao fotógrafo Adrovando Claro, 46 anos, de quem foram roubados um notebook e duas câmaras fotográficas e acessórios: "Moro aqui há 20 anos e nunca tinha ocorrido isso, a rua era tranquila".
Daniel Azevedo, 21 anos, disse que mora na rua há uma semana e a casa já foi arrombada. Vizinho de Claro, ele disse que os ladrões levaram dois notebooks e joias "e só não levaram mais coisas, porque acho que ouviram o entregador de quentinha chamando". Ele ainda disse que na outra rua onde morava, na Cidade Satélite, "nunca tinha passado por isso". Os ladrões arrombam a casa, quando não tem ninguém lá dentro, como Claro, que disse ter saído para o trabalho. Os bandidos inclusive estão aprimorando o modus operandi, discando o telefone fixo das residências para averiguar se tem alguém em casa.
Claro explicou que antes de arrombarem a sua casa, pulando o muro de outra casa vizinha que se encontrava vazia, mas que depois de alugada, também foi arrombada, uma semana antes telefonaram diversas vezes para o seu telefone fixo, por volta do meio dia ou no fim da tarde: "Quando atendia, as chamadas caía", disse ele, entendendo, agora, que faziam uma espécia de monitoramento.
O delegado da 11ª DP, Elói Xavier, disse ontem que, realmente, existem dificuldades no trabalho da Polícia na área sob a sua jurisdição. Ele conta com 11 agentes, incluindo escrivão, lotados em sua Delegacia, mas dois estão à disposição da força tarefa da Força Nacional que está em Natal. Segundo ele seriam necessarios, mais oito agentes para a sua Delegacia. Além disso, ele acha que era preciso uma equipe de investigação, não só em sua delegacia, mas em todas elas, que não fossem conhecidos nem da própria Polícia, para realizar um trabalho de inteligência e com ajuda de um carro descaracterizado.
Fonte: Tribuna do Norte
domingo, 7 de agosto de 2011
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