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sexta-feira, 8 de abril de 2011

Polícia estoura casa de jogos de azar em Capim Macio

De posse de um mandado de busca e apreensão expedido pelo juiz da 3ª Vara Criminal (Zona Sul) de Natal, Cleanto Pantaleão, a Polícia Civil do Rio Grande do Norte “estourou” uma casa de jogatina – máquinas caça-níquel e de bingo eletrônico – em Cidade Jardim.

A operação executada com o apoio de duas viaturas do Batalhão de Choque (BPChoque) da Polícia ocorreu por volta das 18 horas de ontem, tendo a Polícia detido pelo menos 20 pessoas que estavam jogando, funcionários da casa de jogo clandestino.

O delegado da Divisão de Polícia da Grande Natal, César Rodrigues, disse que na casa foram contadas pelo menos 70 máquinas caça-níquel, afora uma dez que estavam em manutenção.

Rodrigues também mostrou uma sala onde funcionava um circuito interno de TV, pelo qual os funcionários monitoravam o movimento de pessoas pela rua Teatrólogo Meira Pires, atrás do Shopping Cidade Jardim e onde fica o portão de entrada dos jogadores.

Morador de um condomínio na rua Teatrólogo Meira Pires, Marcelo Costa disse que a casa de jogatina funcionada desde 24 horas outubro do ano passado e, em tom de ironia, explicou que , a vizinhança pode até sentir falta disso, “porque a segurança que a Polícia não dá” naquela região, pelo menos as câmaras de de vídeo em todo o redor do muro e da casa dava uma segurança aos moradores.

O delegado Rodrigues informou, ainda, que todas as máquinas serão abertas para a contagem dos numerários que estariam dentro delas no momento da apreensão e que as pessoas detidas seriam ouvidas na 10ª Delegacia de Política, jurisdição de Pirangi, onde assinariam um “Termo Circunstanciado de Ocorrências” (TCO) e depois liberadas, porque o fato não se trata de crime, mas de contravenção, enquanto as penalidades previstas em lei ficam a cargo da Justiça.

César Rodrigues também referiu-se às criticas recentes do promotor Wendel Beethoven a respeito da ineficiência da Polícia Civil em coibir a jogatina em Natal. “Os problemas da Polícia Civil são incontestes, públicas e notória, mas dentro das nossas limitações estamos fazendo o nosso trabalho, há quem pensa que estamos parados, mas estão ai os resultados”, disse ele, para explicar que o trabalho da Polícia Civil demanda algum tempo pela sua própria natureza investigativa, não é como a polícia ostensiva, que trabalha quando “o fato está ocorrendo e atua de imediato”.

Em menos de dez dias, é a segunda vez que a Polícia Civil fecha uma casa de jogo em Natal. Na quinta-feira, dia 31 de março,a Polícia já havia fechado uma casa de jogatina na rua Lafayette Coutinho, no Alto da Candelária, próximo aos túneis próximo ao campus universitário, na Zona Sul da cidade.

A casa de jogo clandestino era camuflada por lojas comerciadas de faixadas e até uma igreja evangélica, escondiam computadores, máquinas de jogos de azar e o globo usado para as chamadas de bolas de bingo.


Fonte: Tribuna do Norte

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