Levantamento feito pela Polícia Militar mostra que o soldado Júlio César foi o quinto a ser assassinado em menos de um ano - de abril de 2009 até agora. Fora isso, o PM também engrossa a lista dos militares que precisaram ser transferidos devido a uma ameaça ou um atentado sofrido no local onde trabalhavam.
A inteligência da Polícia Militar informa que são cerca de 80 casos de policiais que sofreram ameaças de morte, e o trabalho feito nesses casos varia em relação à gravidade das ameaças.
Pode haver o envio de uma viatura para circular pelo quarteirão onde o policial mora, para garantir, ao menos, a segurança dele; pode haver o deslocamento do PM para outro batalhão, que foi o que aconteceu com Júlio César; e, em raríssimos casos, pode-se colocar outros policiais militares ao lado do ameaçado o tempo todo - isso, no que se tem registro, aconteceu apenas com um policial que testemunhou contra um grupo de extermínio que contava com a participação de outros militares e, por isso, precisou dessa "atenção especial".
Segundo o chefe de operações da Polícia Militar, major Alarico Azevedo, há casos também de PMs que sofrem ameaças, mas não denunciam. "Nesses casos, deve-se procurar a corregedoria, o superior dele ou, quando a ameaça é sofrida quando ele não estava de serviço, a própria delegacia do bairro", afirmou Alarico.
As famílias dos policiais militares assassinados em serviço são atendidas de duas formas. Primeiro, com o "auxílio velório", onde a corporação entra com boa parte dos custos com o enterro do PM. Depois, com uma pensão, que é o valor com alguns poucos descontos do salário que o militar receberia se fosse para a reserva - sem as gratificações pagas enquanto ele está de serviço.
Fonte: Jornal de Fato
quinta-feira, 18 de março de 2010
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