Elizângela Iva de Souza, 32, funcionária de loja de condicionador de ar, baleada durante assalto em padaria de Petrópolis na quinta-feira (4), tem risco de 99,9% de ficar paraplégica, informou a assessoria de imprensa do Hospital Walgredo Gurgel.
A família se apega à possibilidade de Elizângela sair do episódio sem sequelas. "Não há riscos. Ela está melhor agora. Está tranquila", desabafou o namorado da moça, que pediu para ter a identidade preservada por ser militar reformado.
Fatalidade
Passava das 13h da quinta-feira. Dois homens entram na Padaria Petrópolis e discretamente anunciam roubo à operadora de caixa. Pelo menos 15 pessoas estavam no estabelecimento na hora. Todas alheia ao crime que se encenava dentro do mesmo metro quadrado.
O furto caminhava para um desfecho quando uma série de acontecimentos resultou na tragédia que comoveu e indignou o Plano Palumbo.
O vendedor Aldemir Pereira de Souza Neto encerrava uma ligação ao celular e devolveu o aparelho ao bolso de seu jeans. Não se sabe se foi o temor de ter acionado a polícia ou gesto, semelhante ao de quem saca uma arma, que fez um dos assaltantes caminhar em direção aos clientes e abrir fogo contra Aldemir. Tudo aconteceu ao mesmo tempo.
Três disparos foram efetuados. O vendedor foi acuado por dois, que ricochetearam e atingiram Elizângela. A bala acertou uma de suas vértebras, perfurou pulmão e saiu pela clavícula esquerda, alcançando outra mulher. Elizângela, que servia seu almoço, cedeu sobre o namorado e caiu ao chão para então dizer:
- Fui baleada. Não sinto minhas pernas.
- Então fique calma, que vou chamar a ambulância. - disse-lhe o companheiro.
A ajuda demorou 20 minutos para chegar. Elizângela e Uliane Silva Pinto, segunda mulher atingida e funcionária do estabelecimento, foram encaminhadas para o WMGH. Pinto teve alta no mesmo dia.
Aldemir Pereira foi hospitalizado no Hospital Papi, onde foi submetido a intervenções cirúrgicas e não corre risco de morte.
Um dos bandidos que ajudou na fuga, Cleilson Ferreira Pegado, foi preso. Os dois assaltantes, conhecidos por Douglas e Leandro, ainda estão foragidos. Eles levaram R$ 100,00.
Fonte: Nominuto.com
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