Em entrevista ao programa Linha de Fogo da TV Mossoró, na tarde de ontem, a dona de casa Regina Celi Soares contesta a versão apresentada pela polícia para explicar a morte de André Maia Soares, morto num suposto confronto com a polícia na segunda-feira. Regina Celi acusa os policiais envolvidos na operação de terem executado seu filho. Os familiares de André Maia Soares, conhecido como "Boy Prata", 18, que residia na rua Senador Petrônio Portela, no conjunto Abolição IV, em Mossoró, confirmam a versão.
O tio da vítima, Rildenne Soares Silveira, 42, disse à reportagem do O Mossoroense que no momento do crime André Maia estava acompanhado pela mãe, Regina Celi Soares, que teria testemunhado tudo.
"Minha irmã contou que vinha com meu sobrinho em uma motocicleta quando os policiais fizeram a abordagem. Na ocasião, eles disseram para ela descer do transporte e correr sem olhar para trás e pouco tempo depois André chegou morto ao hospital", contou.
O tio ficou sabendo da morte mediante uma ligação do HRTM dizendo que um parente seu teria dado entrada na unidade, mas já estava morto. "Imediatamente após essa ligação, minha irmã ligou e disse que estava escondida dentro do mato e que o filho dela havia sido assassinado por policiais", destacou Rildenne.
Ainda segundo o tio, tudo começou quando equivocadamente André Maia atirou em um carro descaracterizado da polícia pensando que eram seus inimigos. "André tinha alguns inimigos e vários dias um veículo circulou a casa dele. Pensando se tratar dos inimigos, ele atirou no carro, mas quando foi ver eram policiais descaracterizados", destacou.
A família espera que a morte de André Maia seja apurada pelo comando da Polícia Militar e os motivos sejam esclarecidos.
Comando diz que policiais agiram com a Constituição na mão e ação foi legal
O comandante do Segundo Batalhão da Polícia Militar (II BPM), tenente-coronel Túlio César Alves de Oliveira, disse que a polícia agiu dentro da lei, conforme reza a Constituição. "Até que se prove o contrário, toda operação policial foi dentro da lei. Se a família acusa o contrário deve apresentar as provas", destacou o comandante.
A versão do comandante foi repassada na tarde de ontem à reportagem do O Mossoroense depois que os familiares de André Maia denunciaram o homicídio. "Quem acusa cabe o ônus da prova, se a família diz que a PM não agiu dentro da legalidade, cabe a ela provar", destacou.
Versão da policia
Na noite da última segunda-feira, André Maia Soares estava nas proximidades do "Bar da Cineide", por trás da Rodoviária Nova, quando reagiu a uma abordagem.
Segundo o Centro de Operações Integradas de Segurança Pública (Ciosp), por volta das 21h a polícia recebeu a informação que no bar havia uma pessoa armada e foi ao local. No momento da abordagem o rapaz teria reagido sacando uma arma. Ele foi alvejado e ainda chegou a ser socorrido para o Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM), mas morreu antes de chegar à unidade hospitalar.
A polícia encontrou com a vítima alguns papelotes de cocaína, uma pistola, um documento de identificação e a quantia de R$ 924,00. O corpo de André Maia foi encaminhado ao Instituto Técnico e Científico de Polícia (Itep) para necropsia. Com a morte, o número de homicídios em Mossoró subiu para 67 somente este ano.
Fonte: O Mossoroense
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